sexta-feira, 13 de março de 2009

A TRANSFORMAÇÃO PRODUZIDA PELO EVANGELHO!


“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Romanos 1:16-17)

Introdução: - Qual o efeito da conversão na vida do homem ou da mulher que recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador?.

Recentemente uma artista de televisão, Luiza Tomé, falando à revista Caras sobre sua conversão ao meio evangélico, expressou assim os benefícios da sua conversão: melhoras no relacionamento, um marido menos ciumento e mais equilíbrio. Além disto, ou seja, destas afirmações, ela também falou o seguinte: agora me achei!. Finalizando a entrevista ela afirmou ser pecadora, “gosto de dançar, beber vinho, fumar meu cigarro, mas tenho encontrado mais equilíbrio”. O título da matéria era este: “LUIZA TOMÉ: PECO SIM, MAS CREIO EM DEUS”. Eu fico me perguntando: Que evangelho é este, que só produz mudanças materiais e não traz libertação do pecado?. Não duvidamos que em função da conversão de um indivíduo, sua vida financeira, conjugal e profissional venha também ser mudada. Não há duvidas que isto, pode também acompanhar o encontro com Cristo.

Mas quais são as principais mudanças apontadas pela palavra de Deus, no processo da conversão?.

“EU ME ACHEI”!

1 – A CONVERSÃO É FRUTO DA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO, NA VIDA DO HOMEM OU DA MULHER.

O apóstolo Pedro na sua primeira carta deixa bem claro, que a transformação pela qual passamos é fruto de uma ação antecipada de Deus, para infundir em nós, fé para crermos no sacrifício do Senhor Jesus. Ele disse o seguinte: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” (I Pedro 1:3-5).

Não existem dentro do Cristianismo evangélico, estas expressões como: “eu me achei” ou agora me encontrei comigo mesmo. O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos no capítulo 5 versículo 8, diz o seguinte: “Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. Quem estava perdido éramos nós! Foi o grande e supremo Pastor Jesus Cristo, que nos encontrou. Há no meio evangélico, um hino que retrata muito bem a situação em que fomos achados e que eu quero aqui reproduzir. É o hino 169 do hinário para o culto cristão (HCC).

Buscou-me com ternura Jesus, o bom Pastor. Achou-me na miséria, salvou-me com amor.

Quem poderia demonstrar por mim amor tão singular?.

Oh. Que amor glorioso! Preço doloroso, Cristo lá na cruz por mim pagou!.

Sua imensa graça me mostrou!.

Ferido e abandonado, Jesus me socorreu; e segredou-me: “Achei-te; de agora em diante és meu”.

Tão meiga voz jamais ouvi, prazer maior jamais senti.

Então, agradecido, seu rosto a contemplar, recordo as muitas bênçãos do seu amor sem par.

Louvor e glória e adoração tributa-lhe meu coração.

Enquanto as horas passam, eu sinto a sua paz e aguardo o meu bom Mestre, que tão feliz me faz!

Jesus a mim virá buscar, e então com ele irei morar.

Por que nos buscou e nos regenerou? Porque estávamos mortos nos nossos delitos e pecados. (Efésios 2:1).

MELHORA NO RELACIONAMENTO

2 – A CONVERSÃO OPERADA POR JESUS TRAZ PRIMEIRAMENTE PAZ COM DEUS!.

Quando Paulo fala que o evangelho é o poder de Deus para a salvação, está dizendo que o homem depois do pecado vive em constante guerra contra Deus, instigado por Satanás, que o iludiu no jardim do Éden Para isto, ou seja, para apaziguar ou mediar esta guerra, é que Jesus morreu na cruz lá no Calvário, pagando o preço do nosso resgate, da nossa vida, livrando-nos da sentença de morte que havia contra nós, por ter o homem pecado contra Deus. O apóstolo Paulo escrevendo em sua carta aos Romanos, no capítulo 5 versículo 1 diz o seguinte: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Ainda que na nossa vida secular haja melhora após a conversão, devemos saber que no decorrer dos anos, nós teremos outros tipos de problemas e porque não dizer até problemas de relacionamento conjugal. Isto não significa dizer que Jesus não está mais conosco!. Podemos ter “aflições” como disse Jesus, mas desfrutando perfeita paz com Deus por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!.

“PECO SIM, MAS EU CREIO EM DEUS”.

3 - CONVERSÃO SIGNFICA MUDANÇA DE DIREÇÃO.

Crer em Deus, não significa libertação e mudança de vida automaticamente. O apóstolo Tiago diz o seguinte em sua carta: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem”. (Tiago 2:19). Os demônios crêem e tremem, mas não se convertem! Crer em Deus, deve ser como diz a Escritura. Crer implica em obedecer!.

Quando cremos em Deus através de Jesus Cristo, como nos diz a Bíblia Sagrada, recebemos através da Palavra de Deus, a libertação, pois o “Evangelho é o poder de Deus!”.

Jesus quando chegou à casa de Zaqueu, um coletor de impostos odiado pelos judeus, por ser considerado um traidor e ter a fama de ladrão, foi recebido por ele, que com a presença de Jesus, sentindo-se acusado de suas atitudes, levantou-se e disse ao Senhor: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido.” (Lucas 19:8-10).

O texto nos mostra que Jesus e sua palavra, transformam o homem, no seu interior (alma), mas também transforma o homem no seu exterior (corpo), através das mudanças de atitudes.

O apóstolo Paulo falando sobre a transformação do homem, exorta a Igreja em Corinto sobre pessoas com condutas reprováveis que estavam em seu seio. Ele diz: "Lançai fora o velho fermento, (pecado, velha natureza, atitudes pecaminosas) para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento". (Romanos 5:7 a). Também mais a frente ele diz o seguinte: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”. ( Romanos 6:10-11)

CONCLUSÃO: - Há muita gente hoje, principalmente no meio artístico, dizendo-se convertidas, mas que no fundo no fundo são convencidas pelo evangelho. Uma coisa é ser convertido, outra coisa é ser convencido. São resultados opostos.

Pr. Ubirajara Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

domingo, 22 de fevereiro de 2009

HÁ VAGAS


"A Seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos..." (Mt 9:37)

Grupo multinacional com filiais espalhadas pelo mundo todo, sólido, há milhares de anos no mercado, em plena expansão mesmo com toda essa crise mundial.

PROCURA: - pessoas, inclusive aquelas que tenham dificuldades nos trabalhos anteriores (Mt 11:28)

- Não há limites de idades. (Jl 2:28)

- Sem preferência de cor, sexo e raça. (Gl 3:28)

- Não é necessário comprovação de experiência anterior no ramo, somente arrependimento das más experiências. (At 2:38)

- Disponibilidade para início imediato. (LC 9:59-62)

EXIGE: - disposição para trabalhar a qualquer hora do dia e da noite. (Jo 5:17 , SI 121: 4 e 5)

- É proibido dormir no local de trabalho, mas pode-se trabalhar em casa inclusive. (At 16:31, l Co 7:14, Mt 13:24 e 25, Mt 26:40 e 41)

- Amor incondicional e submissão total ao patrão. (Mt 22:37, l Sm 15:22)

- Bom relacionamento com os colegas de trabalho. (SI 133:1)

- É necessário acompanhamento supervisionado para reciclagem e troca de experiências com os outros trabalhadores, sendo assim a presença periódica e constante na sede local (local da contratação) é importante para o sucesso do empreendimento. (Ef 4:11-13, Hb 10:25)

- Dedicação integral ao serviço, não admite-se trabalhadores para tempo parcial, que tenham compromisso com outros patrões. (Js 24:15, Mt 6:24)

OFERECE: - gratificações constantes que dependem mais das qualidades do patrão do que dos méritos do trabalhador. (Lm 3:22 e 23, Ef 3:20)

- Excelente remuneração, a qual não se deteriora com o tempo, não pode ser roubada, nem se desvaloriza pela instabilidade econômica. (Mt 6:19 e 20, l Co 3:8, Jo 6:27)

- Cargo sem concorrência ou disputa de vagas, ou seja, quanto mais candidatos trabalhadores, maior será o resultado positivo para todos. (l Tm 2:4, Mt 28:19)

- Transporte gratuito para a matriz universal (passagem só de ida) com direito a moradia, alimentação, água, luz, lazer, etc... (Jo 14:3, Ap 22:1-5)

- Material de propaganda, treinamento, apoio e acompanhamento durante o desempenho das funções. (II Tm. 3:16 e17)

- Não oferece aposentadoria por tempo de serviço, nem por idade. (Ap 2:10b, l Co 15:58, II Ts 3:13)

- Assistência médica e seguro de vida gratuito para toda família. (Is 53:4-5, Mc 16:17 e 18)

- Vasto campo de trabalho, sendo que o material oferecido comprovadamente é o melhor do mundo. (Mc 16:15)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Reflexão: O Perdão


Era um vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.

Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo: Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular para a Faculdade de Medicina, lhe darei então um carro de presente.

Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel.

Isso era mau!. O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina.

Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração.

O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e lhe passou às mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote.

Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.

A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem se sentia traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família.

O tempo passou, ele se formou, conseguiu um emprego em um bom hospital e se esqueceu completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.

No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta à sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia:

"Meu querido filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que você escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".

Corroído de remorso, o filho caiu em profundo pranto. Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.

Antes que seja tarde, caro leitor, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, vai ver que há também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida...


Autor desconhecido

PROCURA-SE UM AMIGO!


Talvez você nunca se deparou com estas palavras "PROCURA-SE UM AMIGO", pode ser estranho falar-lhe sobre isso, mas no fundo do seu ego você talvez tenha se perguntado em meios à tantos problemas enfrentados pela vida, "PRECISO TANTO DE UM AMIGO".

Alguém em quem possa confiar, alguém com quem eu possa sorrir e chorar, alguém com quem eu possa contar e me aconselhar, um amigo para as horas de necessidades, um amigo disposto a perdoar, um amigo amoroso, um amigo conselheiro, um amigo permanente. Este e um anseio sincero de todos nós, pois ter amigo é uma das melhores dádivas.

Quero apresentar à você este fiel amigo, que é o melhor de todos os amigos "JESUS CRISTO", o filho de Deus. Com Jesus você pode contar, pois quando nós estávamos completamente arruinados e perdidos Ele surgiu para pagar a nossas "dívidas", pagando-as com a própria vida, Jesus, nosso grande amigo, perdoou-nos das ofensas que cometemos contra Ele, pois soube compreender nossas fraquezas. Este nosso amigo, Jesus, demonstra por nós um amor que "excede todo o entedimento" (Ef 3:19). Ele nos socorre e nos aceita, apesar de não termos nada a oferecer-lhe, Jesus sabe o que é melhor para nós, por isso em seus conselhos Ele busca sempre o que realmente resultará em benefício para nós.

Temos a alegria de saber que Ele, Jesus o filho de Deus, jamais abandonou qualquer um de seus amigos, nem esfriou seu amor para com eles, "Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hb 13:8). Sei que em qualquer situação Jesus permanece fiel, pois foi Ele mesmo quem afirmou: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hb 13:5b).

Será que encontraremos um outro amigo assim?.


Pr. Adão Carvalho
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

NÃO ABRA A PORTA DE TUA CASA, PRECIPITADAMENTE


Texto: - 2 Reis 20:1-21

Introdução: - Você já percebeu quantas vezes agimos precipitadamente?. Creio que neste exato instante, você está dizendo: Já perdi a conta!. Algumas pessoas, por serem “pura emoção”, não atentam para cuidados essenciais na hora de tomarem uma decisão, seja esta relacionada à família, negócios, estudos, vida cristã, mudanças, amizades e etc. Vamos logo tomando decisões sem pensar ou consultar alguém, depois vem o arrependimento. Lembro-me agora de um sermão que dizia o seguinte: “Nunca faça ou fale nada de cabeça quente, pois você poderá se arrepender e aí será tarde demais.” Pois bem, a precipitação em tomar atitudes, poderá mais a frente nos custar caro.

Neste texto que temos proposto acima, vemos um homem de Deus, precipitando-se numa atitude, aparentemente inofensiva a ele e aos seus familiares, bem como aos seus súditos, o povo de Judá.

O que tem receber na minha casa os meus amigos?. Ezequias poderia ter argumentado com Isaías, quando este indagou quem eram os homens que estavam em sua casa (ver. 14) e o que eles tinham visto. ( ver. 15) Parece sem sentido a admoestação do profeta dirigida ao rei. Que problema teria mostrar todos os tesouros dentro do palácio aos amigos babilônicos, que souberam de sua doença e também de sua recuperação, honrando-o com aquela nobre visita?.
Precipitou-se Ezequias, por que não sabia das reais intenções de Merodaque-Baladã. Vamos aos fatos:

QUEM ERA MERODAQUE-BALADÃ?.

Ele era um rei babilônico, que governava um distrito caldeu, o de Bit-Yakin, ao norte do golfo Pérsico. Seu nome tinha a associação com o deus babilônico Marduque. Marodach ou Merodaque era a adaptação hebraica desse nome. Merodaque significa “rei dos deuses”. Só por este detalhe, já era suficiente para que Ezequias, não mantivesse com ele estreita relação de amizade ou comunhão, a ponto de abrir as portas de sua casa aos seus mensageiros. Não que devamos nos isolar, mas analisar bem se aquela amizade é conveniente!.

O QUE MERODAQUE-BALADÃ PRETENDIA, AO PRESENTEAR EZEQUIAS?.

Nós podemos até responder de forma bem simples: Veio presentear um amigo que estava doente e agora tinha se restabelecido, certo?. Errado!.

Esta amizade, não estava baseada em laços de sinceridade. Por traz de tudo estava o interesse político deste homem sagaz.

Merodaque-Baladã estava tramando uma armadilha para Ezequias. Ao presenteá-lo, seu intento era trazer o reino de Judá, para uma insubordinação militar contra Senaqueribe, o rei da Assíria.

Ele sabia que tempos antes, Ezequias tinha se rebelado contra o pagamento de tributos, tributos estes resultantes dos pecados cometidos por Acaz seu antecessor, subjugado que fora por Tiglate-Pileser, rei da Assíria. (2 Cr 28:16-25). Este ato de Ezequias, que mais tarde resultaria no cerco de Jerusalém (2 Cr 32:1-23), encorajou Merodaque-Baladã a também rebelar-se contra o rei da Assíria, auto proclamando-se imperador da Babilônia, reino que estava subjugado pelos assírios. Contudo ele não queria enfrentar sozinho esta guerra. Lembrou-se de Ezequias, fragilizado por uma enfermidade de origem divina. Arquitetou logo um plano, que envolvia o envio de embaixadores e presentes para tocar o coração de Ezequias. Sem vigiar, Ezequias abriu as portas de sua casa, aos “amigos visitantes”.

NÃO PODEMOS NOS EXPOR.

“Que viram em tua casa? Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse”. Ver. 15

• Não podemos permitir que os segredos de nossa alma sejam desvendados por quem não tem santidade suficiente para conhecê-los e respeitá-los.

• Não podemos abrir as portas da nossa casa para as visitações babilônicas, cada vez mais freqüentes e sutis.

• Devemos ter cuidado com a comunicação virtual, onde a realidade e a fantasia se misturam com muita facilidade.

• Não faz muito tempo, para entrar na intimidade de alguém era preciso apresentar-se, enfrentar os olhos nos olhos, relacionar-se... Esse tempo já passou.

• Hoje é possível invadir e ser invadido sem o constrangimento de encarar.

• A tela de um computador aceita tudo, sem cobrar pedágio e, assim, as riquezas de muitos filhos de Deus têm sido conhecidas e cobiçadas por amizades virtuais cujos “Nick names” bem poderiam ser “Merodaque-Baladã”.

• Jerusalém já está sendo invadida. Já é alarmante o número de casais separados, inclusive pastores, pelos adultérios virtuais, aqueles que começam numa conversa inocente via Internet e terminam na velha cama da infidelidade.

• Nossos filhos estão aprendendo a linguagem de Babilônia com horas e horas de visitação diária diante de uma tela de computador ou TV.

• E, como “as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 15:33), já são incontáveis os que perderam a pureza, a virgindade e a inocência e, embora muito jovens, já estão feitos eunucos nos palácios de Babilônia, marcados pela escravidão do pecado.

• E onde tudo isso começou?.

• Em pais desatentos, em Ezequias que não conseguem olhar além de seus próprios umbigos, que não querendo parecer radicais ou antiquados, aceitaram a presença das comitivas de Merodaque-Baladã e, inocente ou inadvertidamente, expuseram ao diabo suas maiores riquezas.

• É hora de tomarmos posição e frearmos esta invasão traiçoeira de nossa intimidade.

• É hora de fecharmos as portas e rejeitarmos os presentes sedutores do mundo.

• É hora de controlarmos o que nós e os nossos filhos vemos através das “windows” de nossa casa.

• É hora também de bloquearmos as informações que Babilônia rouba de nossa intimidade, impedindo que nossa alma seja exposta ao inimigo.

CONCLUSÃO: - Muitas vezes recusamos receber “anjos em casa” como nos diz o escritor aos Hebreus, que muitos sem saberem hospedaram anjos em suas casas, mas recebemos visitas ímpias, pessoalmente ou através das mídias, rádio, televisão ou internet, cujo único objetivo é nos levar para uma revolta ou insubordinação contra Deus.

Vigiemos! Que a porta de nossa casa, se abra somente para aquele que diz assim: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap 3:20).


Pr. Ubirajara Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

QUE RECEBEREMOS?


Texto: - Marcos 10:23-31

Introdução: - A pergunta que nos propõe o texto nos leva a refletir sobre alguns pontos da vida e caminhada cristã. Quero aqui com este sermão analisar biblicamente, a multidão que sempre seguiu a Jesus durante o seu ministério e fazer um paralelo com os discípulos dos dias atuais.

Porque seguem a Jesus?. Suas motivações são de acordo com a palavra de Deus?. São todos chamados para seguir o mestre?. O que esperam receber de Deus?. São estas e outras perguntas, que vamos procurar responder de forma breve através deste sermão.

1 – NEM TODOS OS QUE ESTAVAM NO MEIO DA MULTIDÃO, TINHAM SIDO CHAMADOS PELO MESTRE, PARA FAZER PARTE DE SEU MINISTÉRIO AQUI NA TERRA!.

No capítulo 6 do evangelho de João, nós vemos uma grande multidão seguindo Jesus, não por que acreditassem ser ele o Messias, embora o tivessem dito (Jo 6:14), mas porque “... tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos”. (Jo 6:2). Logo no outro dia, esta mesma multidão, deslocou-se por vários lugares até encontrarem Jesus “E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui?. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” (Jo 6:25-27)

Esta é a parte da multidão, que não fora chamada especificamente por Jesus, mas fora atraída pelos benefícios materiais proporcionados por ele enquanto pregava a mensagem da chegada do Reino de Deus. Disse Jesus a esta multidão, que ele tinha um outro pão, referindo-se a si mesmo como o Pão da Vida, mas como eles não foram chamados, não podiam compreender este mistério. (Jo 6:31-45). Ainda hoje há uma grande multidão, que não foi chamada por Jesus, mas que ainda assim lota as igrejas esperando receber algum benefício material para depois deixá-lo, ficando só os chamados. (Jo 6: 48-69).

2 – ALGUNS HÁ QUE SE OFERECERAM PARA SEGUIR A JESUS, COMO O SEU MESTRE!.

No capítulo 8 do evangelho de Mateus, nós vemos uma outra parte da multidão que seguia a Jesus.

O texto nos revela o seguinte: "Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem. Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" ( Mt 8:18-22).

Analisando o texto, encontramos duas situações distintas. Primeiro, aparece alguém dentre a multidão, no caso aqui um escriba, oferecendo-se para ser discípulo do Mestre Jesus. O que esperava receber em troca, este escriba? Certamente, ele não estava ali por causa dos alimentos que Jesus multiplicara. Ele estava pensando em algo mais duradouro, como por exemplo, uma casa. É isto que nos sugere o texto, a partir da resposta dada por Jesus a ele.

Homem observador que era, esperava que Jesus viesse a se tornar Rei em Israel, podendo então obter alguma vantagem por tê-lo seguido desde o princípio do seu ministério. ( Jo 6:14-15). A segunda situação nos expõe a preocupação daqueles que são discípulos, mas não conseguem se desvencilharem da família!. A preocupação deste outro, era com a segurança e o bem estar de seu pai. A resposta de Jesus, nos mostra muito bem que temos que deixar tudo para trás, inclusive a família. Veja o disse Jesus no evangelho de Lucas: Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo." (Lc 14:25-26)

Isto nos mostra, que na atualidade, muitos dos que dizem serem discípulos de Jesus e segui-lo fielmente, enquadram-se perfeitamente em uma destas duas situações. No primeiro caso, esperam depois de muitas contribuições, dízimos e ofertas, e muito tempo servindo a instituição chamada igreja, obterem o favor de Deus, dando-lhes casas, carros, polpudas quantias em dinheiro, viagens ao exterior e etc. No segundo caso, seguem a Jesus, mas este não tem a prioridade em suas vidas; a família vem em primeiro lugar! Não que tenhamos que abandonar ao léu da sorte os nossos familiares, não é isto o que Jesus nos diz, mas que entre escolher o que deve vir primeiro, que não sejam os interesses materiais da família, mas os do Reino de Deus.

Disse Jesus: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33).

3 - EMBORA NO MEIO DA MULTIDÃO, TIVESSE PESSOAS QUE NÃO SEGUIAM REALMENTE A JESUS, UMA PEQUENA PARCELA DESTA, ERA CONSTITUIDA DOS CHAMADOS E ESCOLHIDOS PARA SEREM DISCIPULOS.

O texto que propomos como base para este sermão nos diz o seguinte: "Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos." (Mc 10:28).

Quando Jesus encontrou os seus discípulos, que ainda não eram discípulos neste momento, chamou-lhes para um caminho sem volta, sem fama e sem recompensa material. Estes, contudo, atenderam-lhe o chamado sem perguntar-lhe o que receberiam. Só um tempo depois, já próximo do meio do ministério de Jesus é que eles foram informados da recompensa reservada para eles: A VIDA ETERNA!.

Nada pode comparar-se com a promessa de Deus de uma vida eterna.

As riquezas são passageiras, a beleza é passageira, a fama é passageira, o vigor físico é passageiro, tudo um dia vai se acabar. Desta terra não levaremos absolutamente nada para o tumulo. Porém, na vida além tumulo, poderemos levar com certeza a nossa esperança, pois ainda que nosso corpo, a casa terrestre vier a desfazer-se, temos contudo uma casa no céu, não feita por mãos humanas, um tabernaculo eterno e celestial, um corpo não mais sujeito ao pecado e suas conseqüências, um corpo dotado da VIDA ETERNA, que é a maior recompensa que um cristão possa desejar por ter seguido o GRANDE MESTRE JESUS!.

CONCLUSÃO: - Quero concluir, lendo as palavras de Paulo na carta aos Romanos, capítulo 8 versículos 18 a 39. Amém.


Pr. Ubirajara Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

OUVINDO DEUS NAS DECISÕES


Texto: - Juízes 6:11-40

Introdução: - Você já parou para pensar em quantas vezes tomou decisões erradas?. Eu me arrependo de algumas decisões que tomei na vida, decisões estas que me causaram prejuízos financeiros, tristeza familiar e angústia na alma, particularmente falando. Se pudéssemos, voltaríamos no tempo e reveríamos estas decisões, ou seja, tomaríamos decisões diferentes daquelas! O tempo, porém não volta!. E é preciso cuidado para não incorrermos nos mesmos erros. Mas de que forma, podemos tomar decisões sem errar?. Como servos de Deus, devemos ouvi-lo e seguir suas orientações!

No texto proposto, vamos observar algumas lições, que nos são transmitidas através de Gideão, juiz de Israel em tempo de crise.

1 – A DECISÃO A SER TOMADA É UM DESEJO, UM SONHO OU NECESSIDADE?

Existe uma diferença muito grande entre um desejo e uma necessidade. Geralmente erramos quando as decisões que temos que tomar, são oriundas, ou seja, vem de um desejo ou um sonho. Sonhamos com uma casa maior, um carro novo, outra cidade, outro emprego e nem nos damos conta que estas coisas podem mudar para sempre a nossa vida, para bem ou para mal.

Colocamos muitas vezes o desejo ou sonho em prática, sem consultar ninguém, nem mesmo a Deus. Por quê?. Por que achamos que por se tratar de algo de natureza particular, não há necessidade de uma orientação divina. È preciso entender que Deus quer nos orientar em tudo, contudo é preciso estar preparado para receber um não como resposta de Deus, por se tratar de desejo não de uma necessidade. Sabendo disto muitos cristãos se recusam ouvir a Deus e cometem erros que mudam o curso da vida, às vezes com prejuízos irreparáveis!.

Mesmo na necessidade, na ordem dada pelo próprio Deus, é preciso ouvi-lo. (Vers. 11-15).

2 – COMO SABER SE A ORDEM OU NECESSIDADE É MESMO DIREÇÃO DE DEUS?

Pedindo a Deus que nos dê um sinal!. Foi o que fez Gideão! Geralmente se ouve que o pedido de Gideão é uma demonstração de falta de fé ou incredulidade. Não creio assim. Vejo nesta atitude, a busca de segurança naquilo que se vai fazer. È para ir à guerra?. Vamos então com total confiança de que o Senhor irá conosco. Na dúvida busque confirmação!. Deus pode nos falar de varias maneiras, aqui ele está demonstrando o seu querer através do fogo que consome a oferta oferecida por Gideão, bem como através de sua manifestação no milagre da porção de lã, colocada por Gideão sobre a eira! Ele estava se perguntando: Foi o Senhor mesmo que falou comigo?. Você também pode pedir um sinal a Deus: Um hino que fale da sua necessidade, a pregação da noite, que pode ser esclarecedora, uma palavra de alguém que desconhece o problema, a solução de algum problema difícil, enfim, Deus pode usar várias maneiras de falar contigo para que não exista nenhuma dúvida na decisão a ser tomada. (Vers. 16-23; 36-40).

3 – O QUE FAZER DEPOIS DE OUVIR A DIREÇÃO DE DEUS?

Fazer tudo exatamente da maneira como ele falou!
Você iria à guerra, com um exercito reduzido a 300 homens, depois de ter ao seu dispor 32.000 homens?. (Cap. 7 vers. 1-3; 4-6).

Você iria à guerra, sem armas convencionais da época, mas somente portando trombetas, cântaros vazios e tochas de fogo?. (Vers. 16).

Deus falou?. Você confirmou a direção de Deus?. Obteve resposta favorável à decisão que precisa tomar?. Então faça da maneira que ele falou, não mude absolutamente nada e você verá a benção de Deus!.

CONCLUSÃO: - Salmo 1:1-3.


Pr. Ubirajara Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

O INCÔMODO PECADO DA OMISSÃO E DA INDIFERENÇA!


Texto Base:- Lucas 10:25-37.

Um pouco de Português, para entendermos a propositura do título.

OMISSÃO: - Substantivo feminino. Ato ou efeito de omitir; falta; lacuna; esquecimento; silêncio.

OMISSO: - Adjetivo. Que revela falta ou esquecimento; em que há omissão; não mencionado; falho; descuidado; negligente.

OMITIR: - Verbo transitivo direto. Preterir; deixar de fazer, escrever ou dizer; esquecer; olvidar; deixar de lado; não mencionar; postergar.

INDIFERENÇA: - Substantivo feminino. Qualidade do que é indiferente; falta de cuidado, de zelo; desinteresse; negligência; insensibilidade; apatia.

INDIFERENTE: - Adjetivo 2 gêneros (mas. e fem.) Apático; que não manifesta interesse por coisa nenhuma; insensível; que mostra indiferença; s. 2 gên. Pessoa que não tem afeição nem ódio a outra; indivíduo que se desinteressa de religião ou política.

INTRODUÇÃO: - O texto proposto como base para este sermão, revela, um diálogo de Jesus com um interprete da Lei. Era um profundo conhecedor, do que era necessário fazer em sua vida religiosa, para agradar a Deus. Faz uma pergunta, com o único objetivo de causar embaraço ao Senhor Jesus, tentando apanhá-lo em algum deslize quanto à lei, para depois acusá-lo diante das autoridades religiosas! Respondendo a pergunta do seu interlocutor, Jesus lhe pergunta, se ele sabia interpretar o que estava escrito na Lei; prontamente ele reponde citando os textos do livro de (Dt 6:5) e (Lv 19:18). Hipócritamente, finge não saber quem é seu próximo, ao que prontamente Jesus lhe propõe a Parábola do Bom Samaritano.
Neste texto, no desenrolar da história que Jesus está contando, vamos observar alguns personagens principais. São eles: O Sacerdote, O Levita e o Samaritano. O que nos chama atenção, particularmente neste texto é a omissão e indiferença, dos religiosos! Pessoas com maior conhecimento de causas específicas, tendem a cometer o mesmo erro!

O QUE APRENDEMOS COM ESTE RELATO?

1 – A PRATICA RELIGIOSA, PODE SER USADA COMO DESCULPA.

O sacerdote, fiel guarda da Lei, guia do culto a Deus, juiz dos pecadores, intercessor dos pecadores, junto a Deus, usa o próprio texto da Lei, que o proibia de tocar em algum corpo morto, para isentar-se da ajuda necessária ao homem caído em seu caminho, vítima de ladrões. O Levita, auxiliar do sacerdote na condução do culto a Deus e nos sacrifícios, também se vale da mesma maneira de pensar, para não ajudar aquele pobre homem ferido, caído em seu caminho. Quando meditamos nesta passagem, observamos que tanto o Sacerdote como o Levita, deixaram de aplicar a Lei neste episódio, pois o texto da Lei manda amar ao próximo como a si mesmo. Observe a resposta dada pelo interprete da Lei a Jesus. (ver. 27). O amor estava acima de qualquer regra; se a Lei fosse quebrada ou transgredida pelos religiosos, socorrendo a vitima dos salteadores, certamente que ambos não seriam punidos pois ao mesmo tempo teriam aplicado a Lei, amando, socorrendo o próximo que estava diante deles. O que aqui vemos é o pecado de omissão e a indiferença com que ambos tratam o episódio.
Somos instados, pela pratica religiosa, não digo regras, a nos afastarmos de pessoas de condutas duvidosas ou de praticas delituosas. Não podemos compartilhar de suas ações que afrontam a sociedade e também a Deus, porém temos o dever de olhar para eles, como se fossem o homem espancado pelos ladrões, no caminho para Jericó; misericórdia e compaixão devem ser marcas de um verdadeiro cristão. O sofrimento alheio, deve criar em nós, um sentimento de revolta com o inimigo das almas do ser humano. Nunca podemos deixar conviver dentro de nosso ser, um sentimento de omissão e indiferença, como se aquele ser que está em nosso caminho nada representasse para Deus. Somos ensinados por Jesus, nesta parábola, a gastamos tempo e dinheiro para recuperarmos o nosso próximo, abatido muitas vezes pelas circunstâncias da vida que lhe não foram favoráveis e mesmo a escravidão a que é submetido pelo diabo, levando ao estado de miséria e decadência tanto física como espiritual. Não podemos passar de lado, da vítima, como se isto não fosse nossa responsabilidade.

2 – A OMISSÃO E A INDIFERENÇA, SUSCITAM SOCORRO DE PESSOAS OU GRUPOS, QUE CONSIDERAMOS COMO INIMIGOS ESPIRITUAIS, EM FACE DE SUAS CRENÇAS OU FORMA DE ADORAÇÃO.

Que surpresa desagradável, para o dono da estalagem que recebe o ferido para dele cuidar. Entendendo que fosse um judeu, fica surpreso ao ver um samaritano, socorrendo possivelmente um também judeu, machucado pelos salteadores de beira de estrada. É notória a todos os que conhecem a história do povo judeu, a aversão que tinham pelos habitantes de Samaria. Isto é conseqüência da época do cativeiro; logo após os Assírios, terem conquistado o reino do norte (Israel), estes introduziram na terra conquistada, pessoas de outras nações e culturas, o que provocou uma mistura de línguas e costumes estranhos ao povo de Judá (Reino do Sul). Como resultado disto, os judeus não consideravam os samaritanos como povo de Deus, ao contrário, consideram-nos como gentios. Era proibido, contato de um judeu com um samaritano. Um judeu socorrer um samaritano, jamais! Mesmo que estivesse as portas da morte, o judeu não moveria um braço para ajudar-lhe.
Será que nós, nos dias atuais, também não estamos sendo surpreendidos, pelo socorro que seitas comprovadamente heréticas, estão prestando àqueles que seriam nossa obrigação de socorre-los?.
Recentemente, uma determinada rede de televisão de nossa região, noticiou que um grupo de pessoas, de uma destas seitas, estavam confeccionando lençóis para atender a rede hospitalar do município de Campinas. Ora, se nós nem falarmos de Jesus para os ímpios, temos coragem, que dirá propor ajudar uma entidade, com trabalho de nossas próprias mãos! O básico nós não estamos fazendo, que é o mínimo possível que se espera de um salvo em Cristo! Porém nos irritamos quando vemos grupos heréticos fazendo beneficência. Nós o que temos feito? Somos como o Sacerdote e o Levita. Somos omissos e indiferentes!

CONCLUSÃO: - O apóstolo S.Tiago diz o seguinte em sua carta, no capítulo 4 versículo 17: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.”
Queremos sermos considerados como pecadores? Creio que não!
Então amados, mãos a obra! Há muitos caídos, a beira do caminho por onde passamos; não que os caminhos, aqui mencionados sejam caminhos literais, mas em nossa trajetória nesta vida, encontramos todos os dias pessoas abatidas pelo diabo. Estão caídas, semi-mortas, sangrando, esperando que alguém, movido de íntima compaixão, lhe estenda a mão! Logo ali onde você mora, bem do seu lado, neste instante há alguém ferido, alguém escravizado pelo álcool, pela droga, pela prostituição, pelo roubo, pelo adultério, pela depressão, pela morte. Tome-o em seus braços, conduza-lhe para a estalagem, Igreja, que o estalajadeiro Jesus, sarará todos os ferimentos causados pelo ladrão chamado Satanás. Pode Ter certeza de uma coisa, não faltarão recursos a você, para cuidar do ferido. O Senhor o Pai do Céu, lhe dará condições para que você fale de seu grande amor para com o pecador. Diga-lhe que Deus não faz acepção de pessoas, pelo contrário, trata a todos os que procuram o seu socorro, de maneira igual! Não há para Deus, rico ou pobre, preto ou branco, culto ou ignorante, magro ou gordo, não! Todos os que chegam ao Pai Celeste através de Jesus, são tratados com muito carinho! Ele tem recursos abundantes para gastar com o pecador. Amém!


Pr. Ubirajara Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

DEUS: ESTE SER INCOMPREENSÍVEL!


Texto: - Habacuque 3:1-2.

INTRODUÇÃO: - O eterno e incompreensível problema do mal. Assim poderíamos iniciar esta dissertação, a respeito do livro deste profeta. À semelhança dos demais profetas, pré-exilio, Habacuque também está preocupado com o pecado avassalador, que toma conta do reino de Judá. Na estrutura de seu escrito, vamos entender como é o agir de Deus, para a punição do pecado.

1 – As origens do Profeta.

No hebraico, o nome dele significa “abraço amoroso” ou, então “lutador”. Habacuque foi um dos mais distinguidos profetas judeus. Sua obra aparece entre as dos chamados oito profetas menores. Esta palavra, “menores”, nada tem a ver com a estrutura do indivíduo ou com a importância de sua obra, mas apenas com o volume da mesma, em contraste com os “profetas maiores”, como Isaías, Jeremias e Ezequiel, cujos escritos foram bem mais volumosos. Não dispomos de qualquer informação segura sobre o lugar de nascimento, sobre a parentela e sobre a vida de Habacuque.
O próprio livro de Habacuque, nos presta bem poucas informações. O trecho de (Hc 3:19) indica que ele estava oficialmente qualificado para participar do cântico litúrgico do templo de Jerusalém, e isso parece indicar a exatidão da informação que o apontava como um levita, visto que estava encarregado da música sagrada. É curioso que não nos seja dado o nome de seu pai, e nem a sua genealogia, o que é contrário aos costumes judaicos. Juntamente com Elias, é uma das poucas e grandes personagens do AT. cuja genealogia não é dada.

2 – Entendendo a mensagem do Profeta

Quando lemos os primeiros quatro versículos do capítulo 1, notamos a grande indignação do profeta, com o próprio Deus, que o faz enxergar violência, opressão e iniqüidade, sem que isto tenha uma punição.
Como qualquer ser humano, o profeta está de uma forma aparentemente desrespeitosa, questionando a Deus, a sua aparente imobilidade diante de tanta desgraça e pecado que assola a nação de Judá. Diferentemente dos outros profetas, que tentam através de mensagens inspiradas por Deus, convencer e levar o povo ao a arrependimento, ele sente que Deus está distante dos acontecimentos não se importando com tudo o que as autoridades religiosas e políticas e até mesmo o próprio povo está praticando. Nós também temos esta percepção. Sempre achamos que nunca haverá da parte de Deus uma punição para o pecado e os pecadores. Esquecemos que Deus, primeiramente é longânimo, e que também tem um tempo determinado para julgar todas as coisas, dando o veredicto final.

3 – Deus começa a dar respostas

A partir do versículo 5, Deus mostra ao profeta, as nações gentílicas, ao redor de Judá, dizendo que levantará uma delas para punir os pecados de seu povo. Aponta para os caldeus, dizendo o seguinte(Leitura dos versículos 5 a 11).

4 – O profeta não entende, como Deus pode usar o ímpio para punir o justo.

Quando Deus mostra a ele, que usará os caldeus para punir os erros de Judá, Habacuque, não consegue entender este modo de Deus agir. Ele Diz no versículo 13: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?". São estas formas de Deus nos punir, que nós não entendemos! Todo o pecado tem a sua retribuição, o apóstolo Paulo nos fala: “Não vos enganeis: De Deus não se zomba; pois aquilo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:17). Deus chamou Nabucodonozor de meu servo, chamou também a Ciro de meu servo. Não eram estes homens, homens ímpios? Como pôde Deus fazer com que estes homens fossem usados para punir o seu povo? Até o próprio diabo, Deus pode usar para executar os seus intentos. Veja o exemplo do que aconteceu com Jó! Não dizemos com este exemplo, que Jó tenha cometido pecados, que agora estavam sendo punidos; o próprio Deus dá testemunho de sua integridade moral e religiosa. Todavia, Deus está permitindo que o diabo, realize seus intentos, na vida de seu servo, para mostrar a ele, diabo, que Jó não o abandonaria nem blasfemaria do seu nome!

5 – Deus começa a responder

Já no início do capítulo 2, observamos Deus, respondendo à Habacuque, quando este está refugiado, ou esperando a resposta de Deus de forma paciente. É preciso ter intimidade extrema com Deus, para fazer o que fez o profeta. Nenhuma pessoa que viva à margem da comunhão com Deus, poderia questioná-lo, e depois afastar-se dos acontecimentos, para obter uma resposta. Deus manda que ele escreva o que vai acontecer, tanto com Judá bem como com os caldeus, após executar os seus juízos. Deve ser bem visível, para que todos tomem conhecimento e ninguém alegue que não sabia. Deus diz, que a visão que o profeta terá de seus juízos, será para o tempo determinado. Se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Aqui não se trata da vinda de Deus ou da vinda de Jesus como alguns interpretam mas do cumprimento do juízo de Deus, tanto para Judá como para os caldeus!

6 – A oração do profeta

Quando iniciamos o capítulo 3, já observamos o homem de Deus, preocupado com tudo o que acontecerá. Ele prevê destruição, e já antecipadamente, pede a Deus, que avive a sua obra, tendo dela misericórdia.
Quero aqui fazer uma consideração, desta parte da oração de Habacuque. O avivar a obra aqui, não se trata da compreensão que nós pentecostais temos de avivamento. O que o profeta está se referindo é a reconstrução da nação, após Deus puni-la. Esta punição, seria o cativeiro, que duraria setenta anos, após os quais o povo retornaria à sua terra. No retorno, faz sentido a oração do profeta. Tudo estava destruído! Seria necessário começar quase tudo outra vez. Pouca coisa sobrou, daquela nação altiva que desprezou os ensinos de seu Deus! É bem conhecida de todos nós, a obra que Neemias realizou em sua volta do exílio e a forma como Deus agiu para reerguer a nação que ele mesmo denominou de “a menina de seus olhos”!

CONCLUSÃO: - Na parte final de sua oração, o profeta expressa toda sua confiança no seu Deus. Venha o que vier, ele se regozijará em seu Deus sabendo que nele estará a salvo, e quando isto passar, ele será trazido ao Lar pelo Senhor seu Deus!


Pr. Ubirajra Quintino
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

SOZINHO NA MULTIDÃO


Há vezes na vida que nos sentimos sozinhos, desamparados por familiares, amigos e até por Deus. Sentimo-nos fracos, achando que iremos sucumbir diante da solidão. Nesses momentos podemos lembrar que Jesus também passou pela solidão. Quando Ele mais precisava de seus amigos fugiram e um deles até o traiu.

Na cruz do Calvário, embora estivessem ali dois ladrões, crucificados ao seu lado, os soldados, sua mãe, seu maior amigo e a multidão ao redor, Ele sentiu-se só, abandonado até peIo Pai :

"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27:46).

Jesus precisou passar por essa situação porque tomou sobre si todo o castigo, por nossos pecados.

Vivemos em um mundo que sofre com as consequências do pecado, e isto causa dor nas pessoas. Se dependemos de seres humanos para nos sentirmos bem, estamos esperando demais deles. Nós temos onde buscar ajuda, para depois demonstrar amor, carinho e atenção aos outros. Hoje, se você se sentir só, duvidando até da presença de Deus, fale com Jesus: Ele experimentou este sentimento do modo mais intenso que um ser humano pode suportar, e lhe entende. Ele está ao seu lado neste momento para dar-lhe sua amizade, e sua ajuda.

"Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentando, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hb 2:18).


Pr. Adão Carvalho
Igreja Evangélica Presbiteriana Ebenézer